quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Bafo, que jogo é esse?

Este projeto realizado uma escola estadual do Estado de São Paulo, com alunos e alunos dos 3os e 4os anos do Ensino Fundamental l, desenvolvido nas aulas Educação Física entre fevereiro e junho de 2013. 
O bafo é um jogo de “bater figurinhas” com as mãos, também conhecido como: bafo-bafo, bafinha, tabufa e principalmente de bater card. O “vento” provocado pela(s) mão(s) durante a(s) batida(s) sobre o montinho de figurinhas é o que faz as figurinhas virarem, assim o jogo ganhou o nome de bafo ou jogo do bafo.
Embora grande parte das crianças acreditarem que é um jogo novo, o jogo existe há muitos anos e fez parte da infância de muitos avôs e avós, pais e mães, tios e tias... O jogo passou por mudanças significativas: as figurinhas foram substituídas pelas cards e o jogo passou contar com diferentes tipos de jogos, batidas e jogadas.
Crianças jogando bafo.
O jogo surgiu entre os colecionadores de figurinhas, onde eles utilizavam as figurinhas repetidas para jogar. Para jogar bafo é preciso ter no mínimo dois jogadores(as), cada jogador(a) deve colocar no mínimo uma ou mais cards para iniciar o jogo. O jogo tem inicio após os jogadores(as) definirem quem começará jogando, ou seja, quem será 1º (primeiro), 2º (segundo), o 3º (terceiro)... Cada jogador(a) têm direito de realizar apenas uma batida por rodada, o jogo termina quando um dos(as) jogadores(as) virar a última card. O vencedor ou a vencedora do jogo é aquele(a) que virar a maior quantidade de cards.

Batidas do Bafo
São os gestos mais utilizados pelos(as) jogadores(as) de bafo. Algumas batidas podem apresentar variações existentes para a mesma batida.
·        Bafão – Batida realizada com as duas mãos unidas.
·        Mãozinha – Batida realizada apenas com uma mão.
Batida Bafão
·       Ventinho – Batida também conhecida como “Bafo de Dragão”. Nesta batida, deve-se bater a palma de cada uma das mãos uma contra outra próxima às cards, o vento provocado pela palma virá as cards.
·        Dedão – Batida realizada com o dedo polegar de uma das mãos. Nesta batida, o jogador deve pressionar a card com o dedo polegar puxar para cima.
·        Dedinho – Batida realizada com o dedo mindinho de uma das mãos. Nesta batida, o jogador(a) coloca o dedo debaixo da card e empurra a card para cima.
·        Martelinho – Batida realizada com a mão fechada (punho cerrado).
·         Lateral – Batida realizada com a lateral da mão (como fosse partir a card ao meio).
·     Mão Aberta – batida semelhante à batida “mãozinha”. Esta batida é realizada com a mão aberta e dedos afastados.

Jogadas do Bafo
São as jogadas são utilizadas como estratégias de ataque e defesa durante os jogos.
·         Tudo ou Tudo do meu jeito – Nesta jogada o(a) jogador(a) pode arrumar as cards do jeito que o(a) jogador(a) quiser e realizar qualquer jogada.
üMetralhadora – Jogada em que são realizadas cinco batidas[1](bafão ou mãozinha) seguidas sobre as cards, cada batida representa uma silaba. Veja o exemplo: 1ª)me; 2ª)tra; 3ª)lha; 4ª)do; e 5ª)ra.
ü2 (Dois) Bafão – Nesta jogada, realiza-se o fundamento “bafão” duas vezes seguidas.
ü2 (duas) mãozinhas[2] –  Nesta jogada, realiza-se a fundamento “mãozinha” com as duas mãos ao mesmo tempo (simultaneamente) ou realizada-se o fundamento “mãozinha” duas vezes seguidas.
üMão de Amigo[3] – Esta jogada permite que outra pessoa[4] bata na card ou jogue na sua vez.
üVassourinha ou Varridinha – Nesta jogada, antes de arrumar as cards, o(a) jogador(a) pega as cards e arrastam a lateral das cards no chão, imitando o movimento feito com uma vassoura, ou seja, vare-se o chão ou o local de jogo com as cards.
üEscadinha – Nesta jogada as cards devem ser coloca umas sobre as outras, de forma que quando as cards estiverem arrumadas devem imitar o formato de uma escada.
üInclines[5] – Jogada em que a card bate em qualquer lugar (estojo, mão, perna, pedra,...), a batida deve ser feita novamente sobre a card.
üPuxes[6] - Nesta jogada, o(a) jogador(a) bate nas cards, puxando elas para trás, lado ou para frente.
üJuntes[7] – Esta jogada, permite o(a) jogador(a) juntar (arrumar) as cards uma sobre as outras.
üSepares[8] – Nesta jogada, o(a) jogador(a) pode separar as cards.
üGrude – Jogada em que qualquer batida é realizada com as mãos molhadas de água, suor ou saliva[9].
·         Nada ou Do nades – Esta jogada anula qualquer jogada do(a) jogador(a) adversário(a). Nesta jogada, o(a) jogador(a)  adversário(a)  só poderá utilizar as batidas “bafão e mãozinha”.
·         Último – Jogada utilizada no momento em que os(as) jogadores(as) colocam as cards no local de jogo, ou seja, o(a) jogador(a) é o último que colocar as cards no montinho (de cards).
Tipos de jogos
Atualmente o jogo do bafo conta com dois tipos de jogos.
1)      Tudo[10] - Tipo de jogo em que é permitido utilizar todas batidas e jogadas.
2)      Mudo – Tipo de jogo em que não é permitido falar e nem utilizar todas as batidas e jogadas do bafo. Só é permitido utilizar as batidas bafão e mãozinha.
Com fim das descrições dos gestos (batidas), jogadas e tipos de jogos (citados no paragrafo anterior) e conhecendo as mudanças que ocorreram no jogo do bafo...
... desejo a você, um bom jogo!!!





[1] Durante a descrição desta jogada, a mesma apresentou variações, ou seja, alguns jogadores afirmam que a batida correta para utilizar na realização/execução desta jogada é o “bafão” e outros afirmam que utilizam a batida “mãozinha”. Portanto durante os jogos pode ser utilizado as batidas “bafão e mãozinha”, para a realização/execução da jogada citada.
[2] Esta jogada é utilizada para bater nas cards que estão separadas, espalhadas ou fora do montinho de cards.
[3] O(A) amigo(a)/colega pode fazer uso de qualquer fundamento( bafão, mãozinha, ventinho, dedão e entre outras).
[4] Esta pessoa pode ser do grupo que está jogando ou qualquer pessoa que esteja assistindo o jogo.
[5] A palavra é utilizada pelos(as) jogadores(as) para substituir a palavra “inclinou”. E é utilizado “inclines” sempre após qualquer batida ou jogada em que a card bater em qualquer lugar, ou seja, esta palavra faz parte da regra do jogo, por exemplo: se a card bater em qualquer lugar deve-se realizar novamente a batida sobre a card inclinada.
[6] A palavra é utilizada pelos(as) jogadores(as) para substituir a palavra “puxar”.
[7] A palavra é utilizada pelos(as) jogadores(as) para substituir a palavra “juntar”.
[8] A palavra é utilizada pelos(as) jogadores(as) para substituir a palavra “separar”.
[9] Não recomendamos  lamber ou molhar as mãos com saliva por motivo de higiene.
[10] Também conhecido como “normal”.

domingo, 16 de setembro de 2012

CONHECENDO A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: INTERAGINDO EM BLOGS


O presente texto tem por objetivo cumprir as exigências das disciplinas Educação a Distância no Brasil e no Mundo, Políticas e Legislação em Educação a Distância, e Referenciais de Qualidade na Educação Superior a Distância, do Curso de Metodologias e Gestão em Educação a Distância da Universidade Anhaguera-UNIDERP.
As bases do conteúdo desse texto são de artigos e das interações provenientes de blogs pesquisados (Educação Humanista Inovadora - http://moran10.blogspot.com.br/ e Blog Educação a Distância - http://www.educacaoadistancia.blog.br/) e comentário de seus autores e usuários.
            Durante as leituras sobre os mais diversos e variados assuntos e/ou temas relacionados à EAD, foi possível expor o pouco que conhecia e nas interações pude rever os conceitos que estudei durante as aulas do curso e também conhecer novos, ampliando meu conhecimento e conhecendo novas pessoas. A seguir vou expor um resumo das minhas participações e interações nos blogs, e posso afirma que é possível aprender em qualquer lugar.
E notável a preocupação que sonda todos os envolvidos (gestores, professores, tutores, alunos e outros) com a EAD. Também é nítido que a EAD vem se mostrando flexível ao tempo e ao desenvolvimento econômico e social, quanto ao desenvolvimento político ainda esta engatinhando. A educação presencial no cenário atual, ainda vive com escolas do século XIX, professores do século XX e Alunos do século XXI.
Devido seu crescimento estar a pleno vapor, a EAD vem ganhando credibilidade e adeptos de diversos setores da sociedade a cada dia que passa. Mesmo crescendo menos devido ao aumento de evasões por diversos motivos (falta de tempo do aluno para estudar e participar do curso, acúmulo de atividades no trabalho e a dificuldades de se adaptar à metodologia, também é importante enfatizar a instabilidade que no mercado de trabalho, onde todos estão expostos).
A EAD exige de todos os envolvidos nessa modalidade de ensino, novas habilidades e competências para ter sucesso e um ensino de qualidade. No Brasil tem muitos entraves que devem ser superados nos aspectos legais, econômicos e sociais, para alavancar o desenvolvimento da Modalidade do Ensino.
Favorecendo a democratização do acesso ao ensino e a educação, a Ead está borrando as fronteiras que impediam os interessados em participar de uma formação, seja para um curso de tecnólogo, graduação, pós- graduação, atualização, extensão e entre outros, ainda há muito a fazer. No Brasil a Ead na Educação Fundamental e Básica só pode ser utilizada apenas para atividades complementares de ensino, reforço e recuperação, ou seja, apenas como complementação da aprendizagem ou em situações emergenciais.
Sabe-se que a educação brasileira é burocrática e ineficiente, qualquer mudança seja nos currículos, nas concessões de autorizações e reconhecimentos dos cursos leva-se muito tempo, trazendo prejuízo para as instituições e para a sociedade que anseia por uma educação de qualidade.
A EAD possibilitará uma educação customizada e/ou personalizada para cada perfil de aluno em diferentes situações, possibilitando o acesso democrático a educação de diversas formas (ambientes de aprendizagens, redes sociais, comunicadores instantâneos, fóruns e outros), com currículos diversos e não homogeneizados.
Visando os alunos como responsáveis pela sua própria condução de aprendizagem, deve–se planejar de todas as ações que serão tomadas, seja por parte das instituições e dos alunos, sendo fundamental para o desenvolvimento de uma Ead de qualidade.

Referencias Bibliográficas
BARROS, Alexandre. Educação – tudo legal e tudo muito ruim. Disponível em < http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,educacao--tudo-legal--e-tudo-muito-ruim-,928751,0.htm> Acessado em 14 set. 2012.

BENEDETTI, Cláudia; MORAN, José Manuel. Fundamentos, políticas e legislação em EAD. Departamento de Extensão e Pós-Graduação. Anhanguera Educacional, 2012.

BRASIL. Decreto lei nº 5.622 de 19 de dezembro de 2005. Regulamenta o art. 80 da Lei no. 9.394, de 20 de dezembro de 1996.
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Lei de diretrizes e bases da educação nacional.

LONGO, R. M. J. Gestão da qualidade: evolução histórica, conceitos básicos e aplicação na educação. 1995. Disponível em: <http://www.dcce.ibilce.unesp.br/~adriana/ceq/Material%20complementar/historia.pdf>. Acesso em: 10 set. 2012.

MATTAR, João. Educação A Distância no Brasil e no Mundo. Valinhos, p. 1-56, 2012. Disponível em: <http://anhanguera.com>. Acesso em: 1 fev. 2012.

 

ROESLER, Jucimara. Referenciais de Qualidade na Educação Superior a Distância. Departamento de Extensão e Pós-Graduação. Valinhos, SP: Anhanguera Educacional, 2011.  Disponível em: <www.anhanguera.com>. Acesso em: 11 set. 2012.