domingo, 2 de setembro de 2018

ELEIÇÕES: Escola Sem Partido ou Escola Cem Partidos?

Em todas as eleições a educação é apontada como a solução para os inúmeros problemas que assolam a sociedade brasileira. Onde alguns defendem que a escola deve ser "apartidária" (sem partido) e propague aos seus estudantes conhecimentos de determinada cultura em detrimento de outras, enquanto a outra parcela da população compostas docentes, gestores, pesquisadores, estudiosos e os grupos minoritários (negros, mulheres, LGBT's, indígenas, imigrantes e outros) enfatizam a necessidade de uma "escola multipartidária" (cem partidos) que reconheça os diferentes sujeitos e culturas que estão presentes nas escolas e na sociedade.


Para compreender um pouco mais sobre as configurações e as diferenças existente entre a "escola sem partido" e "escolas cem partidos", leia artigo  "MULTIDÃO: POR UMA ESCOLA CEM PARTIDOS" (SOUZA, 2018).

RESUMO: O presente trabalho aponta que a sociedade brasileira é composta por uma multiplicidade de sujeitos e culturas, e que embora a Constituição Federal de 1988 garanta a educação como um direito de todos os cidadãos, esta, por muitos anos tem reconhecido durante a escolarização básica apenas as identidades dos grupos sociais ou culturais dominantes e propagados seus saberes aos demais cidadãos. Exposto isto, com objetivo de reconhecer as múltiplas culturas, as singularidades dos sujeitos e os diferentes tipos de conhecimentos (senso comum, filosófico, científico e religioso), com base em pesquisa bibliográfica, apresenta-se e confronta-se os conceitos de “povo” e “multidão” e suas contribuições para a organização do Estado Moderno e da educação na formação do novo cidadão. No tocante a educação: ao tomar o “partido do povo”, ela passa a ser caracterizada como “educação apartidária” por apoiar sua proposta de educação nas teorias curriculares tradicionais e passa a ser executada por uma “escola sem partido”; e ao tomar o “partido da multidão”, suas propostas educacionais são fundamentadas nas teorias curriculares pós-críticas, as quais assumem características de “educação multipartidária” e desenvolvida pela “escola cem partidos”. Encerra-se indicando que, apesar da escola ser um espaço destinado a todos, esta ainda precisa firmar-se como um espaço político de negociações, diálogos, desconstruções dos discursos naturalizados e de formação de cidadãos sensíveis e solidários aos diferentes sujeitos. 



quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Bafo, que jogo é esse?

Este projeto realizado uma escola estadual do Estado de São Paulo, com alunos e alunos dos 3os e 4os anos do Ensino Fundamental l, desenvolvido nas aulas Educação Física entre fevereiro e junho de 2013. 
O bafo é um jogo de “bater figurinhas” com as mãos, também conhecido como: bafo-bafo, bafinha, tabufa e principalmente de bater card. O “vento” provocado pela(s) mão(s) durante a(s) batida(s) sobre o montinho de figurinhas é o que faz as figurinhas virarem, assim o jogo ganhou o nome de bafo ou jogo do bafo.
Embora grande parte das crianças acreditarem que é um jogo novo, o jogo existe há muitos anos e fez parte da infância de muitos avôs e avós, pais e mães, tios e tias... O jogo passou por mudanças significativas: as figurinhas foram substituídas pelas cards e o jogo passou contar com diferentes tipos de jogos, batidas e jogadas.
Crianças jogando bafo.
O jogo surgiu entre os colecionadores de figurinhas, onde eles utilizavam as figurinhas repetidas para jogar. Para jogar bafo é preciso ter no mínimo dois jogadores(as), cada jogador(a) deve colocar no mínimo uma ou mais cards para iniciar o jogo. O jogo tem inicio após os jogadores(as) definirem quem começará jogando, ou seja, quem será 1º (primeiro), 2º (segundo), o 3º (terceiro)... Cada jogador(a) têm direito de realizar apenas uma batida por rodada, o jogo termina quando um dos(as) jogadores(as) virar a última card. O vencedor ou a vencedora do jogo é aquele(a) que virar a maior quantidade de cards.

Batidas do Bafo
São os gestos mais utilizados pelos(as) jogadores(as) de bafo. Algumas batidas podem apresentar variações existentes para a mesma batida.
·        Bafão – Batida realizada com as duas mãos unidas.
·        Mãozinha – Batida realizada apenas com uma mão.
Batida Bafão
·       Ventinho – Batida também conhecida como “Bafo de Dragão”. Nesta batida, deve-se bater a palma de cada uma das mãos uma contra outra próxima às cards, o vento provocado pela palma virá as cards.
·        Dedão – Batida realizada com o dedo polegar de uma das mãos. Nesta batida, o jogador deve pressionar a card com o dedo polegar puxar para cima.
·        Dedinho – Batida realizada com o dedo mindinho de uma das mãos. Nesta batida, o jogador(a) coloca o dedo debaixo da card e empurra a card para cima.
·        Martelinho – Batida realizada com a mão fechada (punho cerrado).
·         Lateral – Batida realizada com a lateral da mão (como fosse partir a card ao meio).
·     Mão Aberta – batida semelhante à batida “mãozinha”. Esta batida é realizada com a mão aberta e dedos afastados.

Jogadas do Bafo
São as jogadas são utilizadas como estratégias de ataque e defesa durante os jogos.
·         Tudo ou Tudo do meu jeito – Nesta jogada o(a) jogador(a) pode arrumar as cards do jeito que o(a) jogador(a) quiser e realizar qualquer jogada.
üMetralhadora – Jogada em que são realizadas cinco batidas[1](bafão ou mãozinha) seguidas sobre as cards, cada batida representa uma silaba. Veja o exemplo: 1ª)me; 2ª)tra; 3ª)lha; 4ª)do; e 5ª)ra.
ü2 (Dois) Bafão – Nesta jogada, realiza-se o fundamento “bafão” duas vezes seguidas.
ü2 (duas) mãozinhas[2] –  Nesta jogada, realiza-se a fundamento “mãozinha” com as duas mãos ao mesmo tempo (simultaneamente) ou realizada-se o fundamento “mãozinha” duas vezes seguidas.
üMão de Amigo[3] – Esta jogada permite que outra pessoa[4] bata na card ou jogue na sua vez.
üVassourinha ou Varridinha – Nesta jogada, antes de arrumar as cards, o(a) jogador(a) pega as cards e arrastam a lateral das cards no chão, imitando o movimento feito com uma vassoura, ou seja, vare-se o chão ou o local de jogo com as cards.
üEscadinha – Nesta jogada as cards devem ser coloca umas sobre as outras, de forma que quando as cards estiverem arrumadas devem imitar o formato de uma escada.
üInclines[5] – Jogada em que a card bate em qualquer lugar (estojo, mão, perna, pedra,...), a batida deve ser feita novamente sobre a card.
üPuxes[6] - Nesta jogada, o(a) jogador(a) bate nas cards, puxando elas para trás, lado ou para frente.
üJuntes[7] – Esta jogada, permite o(a) jogador(a) juntar (arrumar) as cards uma sobre as outras.
üSepares[8] – Nesta jogada, o(a) jogador(a) pode separar as cards.
üGrude – Jogada em que qualquer batida é realizada com as mãos molhadas de água, suor ou saliva[9].
·         Nada ou Do nades – Esta jogada anula qualquer jogada do(a) jogador(a) adversário(a). Nesta jogada, o(a) jogador(a)  adversário(a)  só poderá utilizar as batidas “bafão e mãozinha”.
·         Último – Jogada utilizada no momento em que os(as) jogadores(as) colocam as cards no local de jogo, ou seja, o(a) jogador(a) é o último que colocar as cards no montinho (de cards).
Tipos de jogos
Atualmente o jogo do bafo conta com dois tipos de jogos.
1)      Tudo[10] - Tipo de jogo em que é permitido utilizar todas batidas e jogadas.
2)      Mudo – Tipo de jogo em que não é permitido falar e nem utilizar todas as batidas e jogadas do bafo. Só é permitido utilizar as batidas bafão e mãozinha.
Com fim das descrições dos gestos (batidas), jogadas e tipos de jogos (citados no paragrafo anterior) e conhecendo as mudanças que ocorreram no jogo do bafo...
... desejo a você, um bom jogo!!!





[1] Durante a descrição desta jogada, a mesma apresentou variações, ou seja, alguns jogadores afirmam que a batida correta para utilizar na realização/execução desta jogada é o “bafão” e outros afirmam que utilizam a batida “mãozinha”. Portanto durante os jogos pode ser utilizado as batidas “bafão e mãozinha”, para a realização/execução da jogada citada.
[2] Esta jogada é utilizada para bater nas cards que estão separadas, espalhadas ou fora do montinho de cards.
[3] O(A) amigo(a)/colega pode fazer uso de qualquer fundamento( bafão, mãozinha, ventinho, dedão e entre outras).
[4] Esta pessoa pode ser do grupo que está jogando ou qualquer pessoa que esteja assistindo o jogo.
[5] A palavra é utilizada pelos(as) jogadores(as) para substituir a palavra “inclinou”. E é utilizado “inclines” sempre após qualquer batida ou jogada em que a card bater em qualquer lugar, ou seja, esta palavra faz parte da regra do jogo, por exemplo: se a card bater em qualquer lugar deve-se realizar novamente a batida sobre a card inclinada.
[6] A palavra é utilizada pelos(as) jogadores(as) para substituir a palavra “puxar”.
[7] A palavra é utilizada pelos(as) jogadores(as) para substituir a palavra “juntar”.
[8] A palavra é utilizada pelos(as) jogadores(as) para substituir a palavra “separar”.
[9] Não recomendamos  lamber ou molhar as mãos com saliva por motivo de higiene.
[10] Também conhecido como “normal”.

domingo, 16 de setembro de 2012

CONHECENDO A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: INTERAGINDO EM BLOGS


O presente texto tem por objetivo cumprir as exigências das disciplinas Educação a Distância no Brasil e no Mundo, Políticas e Legislação em Educação a Distância, e Referenciais de Qualidade na Educação Superior a Distância, do Curso de Metodologias e Gestão em Educação a Distância da Universidade Anhaguera-UNIDERP.
As bases do conteúdo desse texto são de artigos e das interações provenientes de blogs pesquisados (Educação Humanista Inovadora - http://moran10.blogspot.com.br/ e Blog Educação a Distância - http://www.educacaoadistancia.blog.br/) e comentário de seus autores e usuários.
            Durante as leituras sobre os mais diversos e variados assuntos e/ou temas relacionados à EAD, foi possível expor o pouco que conhecia e nas interações pude rever os conceitos que estudei durante as aulas do curso e também conhecer novos, ampliando meu conhecimento e conhecendo novas pessoas. A seguir vou expor um resumo das minhas participações e interações nos blogs, e posso afirma que é possível aprender em qualquer lugar.
E notável a preocupação que sonda todos os envolvidos (gestores, professores, tutores, alunos e outros) com a EAD. Também é nítido que a EAD vem se mostrando flexível ao tempo e ao desenvolvimento econômico e social, quanto ao desenvolvimento político ainda esta engatinhando. A educação presencial no cenário atual, ainda vive com escolas do século XIX, professores do século XX e Alunos do século XXI.
Devido seu crescimento estar a pleno vapor, a EAD vem ganhando credibilidade e adeptos de diversos setores da sociedade a cada dia que passa. Mesmo crescendo menos devido ao aumento de evasões por diversos motivos (falta de tempo do aluno para estudar e participar do curso, acúmulo de atividades no trabalho e a dificuldades de se adaptar à metodologia, também é importante enfatizar a instabilidade que no mercado de trabalho, onde todos estão expostos).
A EAD exige de todos os envolvidos nessa modalidade de ensino, novas habilidades e competências para ter sucesso e um ensino de qualidade. No Brasil tem muitos entraves que devem ser superados nos aspectos legais, econômicos e sociais, para alavancar o desenvolvimento da Modalidade do Ensino.
Favorecendo a democratização do acesso ao ensino e a educação, a Ead está borrando as fronteiras que impediam os interessados em participar de uma formação, seja para um curso de tecnólogo, graduação, pós- graduação, atualização, extensão e entre outros, ainda há muito a fazer. No Brasil a Ead na Educação Fundamental e Básica só pode ser utilizada apenas para atividades complementares de ensino, reforço e recuperação, ou seja, apenas como complementação da aprendizagem ou em situações emergenciais.
Sabe-se que a educação brasileira é burocrática e ineficiente, qualquer mudança seja nos currículos, nas concessões de autorizações e reconhecimentos dos cursos leva-se muito tempo, trazendo prejuízo para as instituições e para a sociedade que anseia por uma educação de qualidade.
A EAD possibilitará uma educação customizada e/ou personalizada para cada perfil de aluno em diferentes situações, possibilitando o acesso democrático a educação de diversas formas (ambientes de aprendizagens, redes sociais, comunicadores instantâneos, fóruns e outros), com currículos diversos e não homogeneizados.
Visando os alunos como responsáveis pela sua própria condução de aprendizagem, deve–se planejar de todas as ações que serão tomadas, seja por parte das instituições e dos alunos, sendo fundamental para o desenvolvimento de uma Ead de qualidade.

Referencias Bibliográficas
BARROS, Alexandre. Educação – tudo legal e tudo muito ruim. Disponível em < http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,educacao--tudo-legal--e-tudo-muito-ruim-,928751,0.htm> Acessado em 14 set. 2012.

BENEDETTI, Cláudia; MORAN, José Manuel. Fundamentos, políticas e legislação em EAD. Departamento de Extensão e Pós-Graduação. Anhanguera Educacional, 2012.

BRASIL. Decreto lei nº 5.622 de 19 de dezembro de 2005. Regulamenta o art. 80 da Lei no. 9.394, de 20 de dezembro de 1996.
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Lei de diretrizes e bases da educação nacional.

LONGO, R. M. J. Gestão da qualidade: evolução histórica, conceitos básicos e aplicação na educação. 1995. Disponível em: <http://www.dcce.ibilce.unesp.br/~adriana/ceq/Material%20complementar/historia.pdf>. Acesso em: 10 set. 2012.

MATTAR, João. Educação A Distância no Brasil e no Mundo. Valinhos, p. 1-56, 2012. Disponível em: <http://anhanguera.com>. Acesso em: 1 fev. 2012.

 

ROESLER, Jucimara. Referenciais de Qualidade na Educação Superior a Distância. Departamento de Extensão e Pós-Graduação. Valinhos, SP: Anhanguera Educacional, 2011.  Disponível em: <www.anhanguera.com>. Acesso em: 11 set. 2012.

domingo, 26 de agosto de 2012

Educação a Distância: a Educação Física da Educação Tradicional


Você, o senhor ou a senhora que acabou de ler o título acima, está tentando entender o que isso significa ou o que estou querendo dizer...
Para inicio de conversa, sou professor de Educação Física, pós-graduando em Metodologias e Gestão em Educação a Distância e atualmente trabalho na Educação Básica (Ensino Fundamental I – do 1º ao 5º ano), depois extensa apresentação vamos ao que realmente interessa.
Sabemos que no Ensino Básico, isto é, quando comparado ao ensino público, a Educação Física é uma disciplina e/ou matéria que as aulas na maioria das vezes ocorrem fora da sala de aula (quadra, pátios, corredores, estacionamentos das escolas...) devido à maioria das aulas ocorrem fora de seu ambiente tradicional (sala de aula, com mesas e cadeiras, lousa, e os alunos dispostos ou sentados uns atrás dos outros, ou seja, tudo na divida ordem, todos sentadinhos e bonitinhos enfim...), onde os alunos estão todos espalhados, cada um corre para um lado, sem falar dos barulhos que os alunos fazem durante as aulas, eu acho que é melhor você para um pouquinho de ler e pensar das aulas de Educação Física em que você participou, assistindo ou praticando alguma atividade.
Agora que você acabou de lembrar-se do ambiente das aulas de educação física, veja que a Educação Física utiliza como conteúdos estruturantes para ensino-aprendizagem: os esportes, jogos e brincadeiras, danças, ginásticas e lutas. Poucos sabem que é através desses conteúdos que alunos estudam as práticas corporais locais e de diversas culturas, tendo com o objetivo de aprofundar (conhecimentos dos alunos sobre atividade realizada), ampliar (conhecer, vivenciar diferentes práticas sobre a atividade realizadas) e ressignificar (atribuir novos sentidos as atividades realizadas), mas para isso tudo ser feito, devemos começar mapeando a cultura corporal dos alunos, e isso deve estar de acordo com o projeto político pedagógico da instituição.
Para muitos ou para maioria que não possuem essas informações, e se deparam com aulas de educação física com o “rola bola” (termo dado para as aulas que só tem futebol, rachão ou pelada, na verdade são aulas sem objetivos), talvez seja por isso que ela é considerada uma disciplina paralela ou de segunda linha e sem importância na Educação Básica, que não tem conteúdo próprio, e é preciso usar conteúdos da matemática e de outras disciplinas. Só para lembrar a Educação Física pertence a “área de códigos e linguagens” e não “área de exatas”!!!
Comparo a Educação a Distância (EaD) com a Educação Física da Educação Presencial, porque a Educação Física e a EaD se utilizam de instrumentos, equipamentos e meios, que para muitos é considerado passatempo, para o momento do ócio e do lazer.
Na Educação Física, utiliza-se os esportes, os jogos, as brincadeiras, as danças, as ginásticas e as lutas. Já a Educação a Distância, utiliza-se das tecnologias por meio de diferentes sistemas (internet, televisores, DVDs, entre outros) e softwares (ambientes virtuais de aprendizagens), onde os professores e alunos estão separados fisicamente em espaços e tempos diferentes, o apoio e o suporte acadêmico são realizados por meio de tutoria eletrônica, e a interação de todos os envolvidos no processo (professores, tutores, alunos) ocorrem nos Ambientes Virtuais de Aprendizagem, Fóruns, Redes Sociais (Orkut, Facebook, LinkedIn), comunicadores instantâneos (Messenger e Google Talk).  
Culturalmente tanto a Educação Física e a Educação a Distância são tratados com inferioridade, porque a uma se utilizam de jogos e esportes e a outra de computadores, internet e redes sociais, ou seja, coisas, costumes ou hábitos (não sei definir), que estão presentes no dia a dia e no cotidiano da população.
Acredito que a Educação a Distância é a Educação Física do Ensino Tradicional (Presencial) devido ela sair dos moldes culturalmente conhecido, pouco aceitável e reconhecidos. Pois a Educação Física na Educação Básica ela é diferente de todas as disciplinas, e por incrível que pareça ela exige novas habilidades e competências, como a Educação a Distância (EaD).
A Educação a Distância no Brasil teve o reconhecimento legal como modalidade de ensino em 1996, na Lei nº 9394/96 (LDB - Lei Diretrizes e Bases da Educação), portanto o que falta são as pessoas conhecerem um pouquinho mais da EaD, que ela não é melhor e nem pior que a presencial,  mas cada uma tem suas vantagens e desvantagens.

Referências Bibliográficas
  
BENEDETTI, Cláudia; MORAN, José Manuel. Fundamentos, políticas e legislação em EAD. Departamento de Extensão e Pós-Graduação. Anhanguera Educacional, 2012.

NEIRA, M. G. e Nunes, M.L.F. Educação Física, Currículo e Cultura. Phorte: São Paulo, 2009.
Neira, M. G; Lima, M. E; Nunes, M.L.F (orgs). Educação Física e culturas: Ensaios sobre a prática. São
Paulo: FEUSP, 2012 – versão completa em www.gpef.fe.usp.br
Revista Nova Escola. 4 etapas para trabalhar danças na Educação Física.  Disponivel em :  <http://revistaescola.abril.com.br/educacao-fisica/pratica-pedagogica/quatro-etapas-trabalhar-dancas-educacao-fisica-608046.shtml?page=0>. Acesso em 26/08/2012.
ROESLER, Jucimara. Referenciais de Qualidade na Educação Superior a Distância. Departamento de Extensão e Pós-Graduação. Valinhos, SP: Anhanguera Educacional, 2011.
Disponível em: <www.anhanguera.com>. Acesso em: 1 fev. 2012.

sábado, 10 de dezembro de 2011

DO LADO DE CÁ

Estamos em dezembro, próximo ao natal e por fim encerrando mais um ano. Dezembro, mês de confraternizações, mês de rever familiares, amigos, colegas e outros que somem praticamente durante todo o ano e resolvem aparecer neste período do ano (sai da toca).
            Durante as idas e vindas pelas ruas da cidade de São Paulo e por uma observação feita pelo professor de Educação Física J. P. Nery, ele me perguntou se eu já tinha observado o contraste social entre as duas extremidades da Ponte Estaiada Octávio Frias de Oliveira, localizada na cidade de São Paulo – SP, Brasil. 
            Ao passar por essa região, podemos perceber as diferentes realidades sociais, separadas por um rio (Rio Tietê) e interligadas por pontes e viadutos.
Do lado de cá o ambiente é precário, residências de baixo padrão (construídas de madeiras, latas, plástico; utilizam portas e janelas usadas; e até pedaços de telhas, os telhados são verdadeiros retalhos;), ou seja, favelas horizontais e favelas verticais (conjuntos habitacionais populares), sabemos que a política habitacional do lado de cá é tratada com descaso é ineficiente, e o Documento de Identificação aqui é o RG (cédula de identidade), o motivo eu não sei...  

Do lado de lá, o ambiente é totalmente desenvolvido e se desenvolve a cada dia mais, as residências são de alto padrão (edifícios, mansões, condomínios fechados, empreendimentos comerciais e entre outros) e quem não tiver condições de se manter lá, devido à alta do setor imobiliário é mandado, empurrado e / ou chutado para o lado de cá, portanto o Documento de Identificação aqui é o CPF (Cadastro de Pessoal Física), os motivos ainda não me explicaram...
            Há alguns dias atrás, estava com alguns professores discutindo a questão da utilização dos materiais recicláveis nas aulas de Educação Física, esse fato me deixa intrigado com essas possibilidades, não é que sou contra a utilização desses materiais (recicláveis ou reaproveitáveis), nem contra a sustentabilidade e a utilização dos recursos naturais de forma consciente. Então eu pergunto... É só nas aulas de Educação Física que devemos tratar esses assuntos? É assunto que só deve ser tratado ou trabalhado na Escola? E nos outros lugares? Nas casas? Nas Câmaras de Deputados Estaduais e Federais? No Senado? No Congresso Nacional? Onde seria o lugar ideal para tratamento de tema (Materiais Recicláveis e Reutilizáveis)? E por onde começar? Pelo topo ou base da pirâmide? Pelo lado de lá ou de cá?...Difícil néh? Hei, me ajuda aí!!!!
            Quando os professores falam em adaptações de materiais (bolas, colchonetes espadas, coletes, tatames, entre outros materiais que são utilizados nas aulas de Educação Física), ou seja, os alunos terão que criar com materiais recicláveis, bolas, espadas, coletes, tatames e outros, para alguns isso deve ser bacana, legal e maravilhoso, ver a criatividade dos alunos. Sabemos que os alunos da Rede Pública de ensino vivem em ambientes (casa, escola) precários e quando chegam à escola invés de ter um material de qualidade para ser utilizado nas aulas, aí vamos usar jornal, garrafa pet, e outras coisas mais.
Professores será que esquecemos que vivemos e trabalhamos no Estado mais rico do Brasil, no Estado que mais produz riquezas e que mais arrecada impostos, e os alunos merecem esse tratamento?
Não vemos os alunos de escolas ricas, jogando futebol com bola de papel, usar garrafa pet, pneus velhos entre outros, como porta-acessórios ou outra coisa qualquer, eles são os primeiros irem aos shoppings a compra o melhor para usar em no seu dia a dia, também sabemos que as grandes empresas e indústrias são as que mais poluem o planeta, os ricos são os grandes consumidores de produtos de eletro-eletrônicos entre outros, estes fazem a farra e são os pobres alunos da rede publica de ensino tem que salvar o planeta? Isso não é Injustiça Social? Nossos alunos além não usufruírem de nada, eles ficam com a pior parte do bolo (a sobra), ainda tem limpar os lixos, a água, as ruas, os esgotos, pior são responsabilizados pelo declino do planeta?
Que incrível, talvez seja os pais e os nossos alunos que estão acabando com a Amazônia. Viva a sustentabilidade, as Indústrias, as Empresas e a galera que vive no topo da pirâmide, Agradecem...
Para alguns, temos que pensar primeiramente no meio ambiente, talvez seja para os outros desfrutarem do dinheiro público em próprio beneficio?
Portanto, todos nós devemos nos preocupar com a sustentabilidade, reciclagem, consciência no uso de recursos naturais e reaproveitáveis, mas quero deixa claro, que sustentabilidade, reciclagem e o uso consciente dos recursos naturais, são questões de políticas publicas, ou seja, isso deve iniciado no topo da pirâmide e ser finalizado na base da pirâmide (escola).
Para as aulas de educação física, precisamos de materiais de ótima qualidade, cá estamos formandos cidadãos e não outra coisa.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Escola de Gaddafi

Para muitos a escola é o porto seguro e a salvação dos cidadãos, para que possam resistir os terremotos e tsunamis do capitalismo, isto é, para que conseguirmos ficar de pé no sistema capitalista, deve-se ter um nível de instrução elevado (graduação, especialização, mestrado, doutorados entre outros) e os que não possuírem serão arrancados e levados pelas gigantes ondas da concorrência e individualidade ou serão soterrados pelos destroços deixados pela instabilidade econômica, gerando o desemprego.
No entanto, sabemos que a função da escola é transmitir “tais conhecimentos” de forma organizada e sistematizada. Em pelo século XXI, a Escola permanece com os mesmo princípios das escolas do século XVIII, princípios como o individualismo e o conformismo social, ou seja, preparar os(as) alunos(as) para o mercado de trabalho.
A escola deve rever seus objetivos, pois os objetivos e propósitos das escolas atuais faltam clareza, deixando em dúvida que tipo de cidadão ela pretende formar, porque ao mesmo tempo em que ela favorece os grupos privilegiados, por condições de classe, etnia, gênero, por meios de mecanismo de seleção e classificação, anuncia sua condição essencial para a formação pessoal e social dos(as) alunos(as). Será que o plano de ensino ou planejamento desse ano, deve ser o mesmo que foi usado no ano passado ou retrasado? Os(as) alunos(as) desse ano são iguaiszinhos(as) e possuem as mesmas dificuldades dos(as) alunos(as) do ano passado? Será que os objetivos são e deverão sempre ser os mesmos?
O currículo escolar é determinante na formação dos(as) alunos(as), ele introduz formas particulares de vida, e funciona, na maioria das vezes, na preparação  dos(as) alunos(as) para assumirem posições dominantes ou subordinadas na sociedade.
 Quando os conteúdos não tem relação com a realidade dos(as) alunos(as), ocorre a má aquisição de conhecimento, não permitindo aos (as) alunos(as) melhores condições de aprendizagem e preparação para a cidadania, passando a contribuir com o aumento da desigualdade social e  a valorização de atributos e práticas peculiares de grupos dominantes (elites), ou seja, o currículo com seus objetivos e conteúdos vem  reforçando o Sistema Capitalista, por meio de comportamentos, atitudes, ações, valores e ética, distorcendo a realidade escolar. O currículo tem que ser elaborado com conteúdos que valorize a cultura dos(as) subjugados(as), que no caso são os(as)  alunos(as), pois a escola utiliza  e valoriza em seu currículo conteúdos de certas culturas dominantes em detrimento da cultura dos(as) subjugados(as).
Os conteúdos que são ensinados nas escolas têm como objetivo ensinar para transformar ou para controlar?
Parece-me que a escola esta preocupada com controle dos(as) alunos(as), assim eles vão ser obedientes as rígidas ordens de seus superiores, seja na escola, no trabalho ou onde estiverem, isto é, a “Escola de Muammar  Gaddafi”, escola ditadora de normas e  regras que impõe a vontade de empresas, industrias e governantes aos demais –  “Manda quem pode, obedece quem tem juízo” (é isso que escutamos quando dizemos e estimulamos as pessoas questionarem) – quem não obedecer será condenado  pelo desemprego, será inútil para o mercado e será considerado um rebelde. Essa é a visão que é passada para os(as) alunos(as) dentro das escolas, só sobreviverá quem for o melhor e que passa a estimular a concorrência desleal entre os(as) alunos(as).
 A educação pública ainda permanece na época industrial, em um momento pós-industrial.
O que fazer e como fazer para que a educação tome novos rumos?
Como Thoreau dizia, lei injusta se combate com desobediência civil. Então será que este é o motivo que os(as) alunos(as) andam inquietos, não fazem as lições que são a eles(as) impostas? A Escola não está sendo injusta com seus(suas) alunos(as)?
O ex-presidente Lula, fazia greves ilegais em 1978 e corria risco de ser preso a qualquer momento. Esse seria mais um motivo para os(as) alunos(as) colarem nas provas? As avaliações não estão sendo injustas com os (as) alunos(as)?
Rosa Parks, senhora negra que sentou num banco reservado a brancos e recusou a ceder o lugar a um branco em 1955, tornando o estopim do movimento Boicote aos Autocarros de Montgomery.
Seria este mais um motivo, que os alunos cabulam ou deixam de assistir determinadas aulas? Por que os alunos(as) não podem escolher o que eles querem estudar? Quando será que os(as) alunos(as) serão vistos e ouvidos na escola? Eles não possuem uma história?
Quando nossos(as) alunos(as) vão poder derrubar os ditadores industriais  e pós-industriais?
Para que nossos(as) alunos(as) possam derrubar os ditadores das indústrias, da comunicação, das mídias, da política, da educação entre outros e ser emancipado do sistema, deve ser revisto a “relação de poder” que ocorre diariamente dentro dessa instituição chamada ESCOLA.
As crianças, os Adolescentes e os Adultos, não podem ser manipulados pelos Gaddafis das indústrias, ou seja, para que isso aconteça a Escola deve ser um espaço de discussão social e sem ideologia.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Aula 6 (seis) por ½ (meia) dúzia


Ultimamente ou melhor nas últimas décadas, vemos que as aulas de Educação Física nos Ensino Fundamental I, II e Médio, continuam sendo as mesmas.
Desde que iniciei meus estudos no ensino infantil, as aulas foram às mesmas, ou seja, Rachão de futebol para os meninos e roda de voleibol no fundo da quadra e às vezes lá no pátio da escola para as meninas.

Já nos Estágios Supervisionados, pude acompanhar de perto praticamente as mesmas aulas, aulas que tinham por objetivo o desenvolvimento motor, condicionamento físico e outras que nem sequer tinham objetivo algum.
Por incrível que pareça, quando descobri que aprendi chutar uma bola, mas não foi na escola ou foi?
Lembro que aprendi na rua, no quintal do barraco onde morava, no recreio da escola e em outros locais da comunidade, chutando latas, bolinhas de gude, tampa de garrafa, pedras,bexiga. Agora isso eu tenho certeza que o rachão era na escola, nas aulas de Educação Física. Isso só reforçou o resultado que eu já sabia......Sou ruim de bola até hoje.
            Em que adiantou as aulas de coordenação, desenvolvimento?
            Hoje como professor de Educação Física, te pergunto - O que esse tipo de aula contribui na formação dos(as)  alunos(as)?
            A escola é um local de transformação social, mas hoje as escolas se tornaram um local de controle social, onde aluno é o maior prejudicado no jogo do poder, é controlado e vigiado, desde o momento que ele entra na escola, nos recreios e até na hora em que ele saí escola.
Os (as) alunos parecem que se tornaram uma peça no tabuleiro de xadrez, para sair de um lugar para o outro, este deve ter consentimento de alguém, paremos e pensamos, “ O que por trás desse Jogo” (http://www.gpef.fe.usp.br/teses/alessandra_01.pdf  ) ? Quem está controlando as peças no tabuleiro?
            Professores para rolar a bola na quadra, pra que estudar 4 (quatro) anos?
            Quando questiono alguns professores de Educação Física, sobre o assunto “Futebol” na escola, durante as aulas de Educação Física. Se eles(as) trabalham somente com futsal em suas aulas, eles dizem que trabalham com outras modalidades, sendo elas: Futsal, Handebol, Basquetebol e Voleibol.
            Isso não é 6 por ½ dúzia?
            Trocar a bola de Futsal pela a de Vôlei, a de Basquete pela de Handebol?
            Quais são as contribuições que dessas e outras modalidades trarão para educação?
            Quais são os objetivos dessas aulas? Não são os mesmos?
            Quantos viraram atletas?
            Há e quantos deixaram de participar das aulas, ficando excluídos(as)?
            Será que é este tipo de Educação Física, que deve continuar nas escolas?
            Estamos educando para controlar ou transformar os alunos(as)?
            Devemos estar atentos para não darmos continuidade às aulas de modelo mecanicistas e tecnicistas que não leva os(as) alunos(as) a lugar algum, ou seja, só a reprodução de movimentos.

sábado, 8 de janeiro de 2011

ENTREVISTA DE EMPREGO

Amada pelas empresas e apaixonada pelos trabalhadores que estão em busca de recolocação profissional, de grande importância para encontrar o profissional ideal para posto de trabalho.
Vemos que inúmeros especialistas em recursos humanos comentam e dão maravilhosas dicas:
·          qual roupa que a pessoa deve usar no dia da bendita entrevista;
·          como se comportar;
·          o que devem falar e como falar...e
·          blábláblá...entre outras balelas...
O que parece, é que o entrevistado é uma criança que esta aprendendo a comer com talheres... ou aprendendo a mastigar... No momento que levar o talher (garfo, colher, faca, os dedos), SEI LÁ, cada um utiliza o talher, as mãos o que achar melhor...
           Tudo isso para que uma simples resposta que na maioria das vezes é "NÃO"  vire  "SIM".
Quem gosta de entrevista de emprego?
Estive conversando com o J. P, um excelente professor de Educação Física, que utilizará em suas aulas a abordagem pós-crítica... e conversamos sobre entrevistas de emprego, e perguntei para ele o que responder nas perguntas clássicas das entrevistas de emprego.
·          Quais são os seus pontos fortes?
·          Quais são os seus pontos fracos?
·          Quais são as suas qualidades    
·               Quais são os seus defeitos?
·          Por que você quer trabalhar nesta empresa?
·          O que você vai fará para crescer na empresa?
Quem nunca teve vontade de falar tudo o que está entalado na garganta no momento da entrevista?
Mas não devemos esquecer, tem coisas que são obrigações (ser honesto, pontual, não faltar no emprego) e não qualidades. Também vemos que as empresas procuram profissionais que tenham iniciativa, proativo e que saibam trabalhar em equipe.
Pra quê ter pessoas com iniciativas, proativas e que saibam trabalhar em equipe?
Quando chegamos ao novo emprego, vamos dar uma dica ou sugestão, o chefe fala:    - Fica quieto, você mal chegou e já esta opinando, ´vai fazer seu serviço, vai...quem manda aqui, sou eu...

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